‘Manifestação foi totalmente democrática e pregava aspectos constitucionais’, diz deputado
O deputado federal General Peternelli (União Brasil) considera que o número expressivo de manifestantes que apoiaram o ato pró-governo neste domingo, 1º, Dia do Trabalhador, em São Paulo, mostra, a nível de pesquisa eleitoral, o apoio da população ao presidente Jair Bolsonaro. Na visão do parlamentar, o que motiva as pessoas a saírem de casa para se manifestarem é a vontade de “expor aquilo que ela acredita e que precisa para o país” e os aspectos que julga importantes. No caso, os preceitos democráticos. “Não resta dúvidas que a manifestação foi favorável aos valores democráticos. Era totalmente democrática, o que sempre se pregava eram os aspectos constitucionais. Em vários carros verificamos os aspectos da Constituição. Não resta dúvida do foco nos aspectos democráticos”, disse o deputado, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News.
Questionado sobre pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o ato, assim como de manifestações antidemocráticas, o general Peternelli minimizou as falas e reforçou a defesa da democracia como pauta principal dos protestos. “Podemos observar que o número de cartazes nesse sentido existiam, mas não era o discurso básico das nossas atividades. Todos abordavam os aspectos constitucionais e democráticos. Não resta dúvida que a opinião pública tem se manifestado contra muitas decisões [do STF], é o caso do Daniel Silveira. A decisão do Supremo colocou Daniel como um dos principais candidatos ao senado no Rio de Janeiro. A população, de vários Estados brasileiros, não está de acordo e não se sente confortável com muitas decisões do Supremo”, acrescentou, fazendo uma comparação entre as manifestações pró-Bolsonaro e o ato favorável ao ex-presidente Lula, que aconteceu no Pacaembu.
“Dá para fazer uma análise do discurso que tínhamos na Paulista e no Pacaembu. Qual dos dois buscava mais um contexto democrático, de liberdade, de pátria, de família, dos aspectos de liberdade de expressão, de buscar uma coalizão e o bem comum do cidadão brasileiro? Enquanto o outro discurso ia exatamente na contramão, buscando ainda mais aprofundar essa divisão que não temos que ter no país. A sociedade brasileira é uma só e deseja os mesmos objetivos democráticos previstos na Constituição. Então sou contrário ao discurso executado no Pacaembu, não é propício dentro desse contexto. Temos que estar focados no bem comum do cidadão”, finalizou.
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