Manifestantes rendem policiais no Equador; protestos somam 5 mortos, 554 feridos e 929 presos
Em meio à onda de protestos contra o presidente do Equador, manifestantes indígenas renderam, nesta quinta-feira (10) oito policias em um centro Cultural, em Quito, capital do país. Os agentes tiveram de retirar as botas e aparecer em público. Um deles foi obrigado a amarrar uma bandeira equatoriana no corpo e segurar um símbolo da cultura indígena.
Segundo os manifestantes, a apreensão ocorreu após os agentes invadirem o local, desrespeitando um acordo feito com o governo, que estipulava a Casa de Cultura como uma zona de paz. Os policiais foram mantidos como reféns por dez horas e depois liberados sem ferimentos.
Há uma semana, o Equador virou palco de protestos contra as reformas econômicas de Lenín Moreno, que levaram ao aumento de até 123% no preço dos combustíveis.
Desde o início das manifestações, a Defensoria do Povo do país afirma que cinco pessoas já morreram, entre elas um líder indígena. O governo equatoriano nega e afirma que houve apenas dois mortos.
Ainda de acordo com o órgão, 554 pessoas ficaram feridas e quase mil foram presas nos protestos. Dos detidos, 80% foram liberados por falta de provas.
Segundo a imprensa local, nesta quinta-feira (10), servidores públicos e voluntários limparam as ruas após os protestos da greve geral realizados no dia anterior. Muitos países, incluindo o Brasil, condenaram as manifestações e declararam apoio ao presidente do Equador.
*Com informações da repórter Natacha Mazzaro
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