Marcelo Ramos justifica saída do PL: ‘Todos sabem que tenho diferenças com o presidente’
Nesta segunda-feira, 20, o programa Morning Show, da Jovem Pan, recebeu Marcelo Ramos (PL-AM), vice-presidente da Câmara dos Deputados. Com a filiação de Jair Bolsonaro ao Partido Liberal, o deputado anunciou sua saída do partido, que ainda está sendo definida pelo TSE. Em entrevista, ele deu detalhes sobre suas motivações para a desfiliação e seu futuro na política. “Sim, todos sabem que eu tenho diferenças com o presidente e obviamente não me cabe dentro do mesmo partido que ele. Não acredito que a continuidade desse projeto seja boa para o país. Quanto ao partido que vou me filiar, é uma decisão que só vou tomar em fevereiro do ano que vem.”
Ramos ainda opinou sobre o futuro do presidente no PL e o uso do fundo eleitoral na campanha presidencial de Bolsonaro nas eleições de 2022. “O presidente Bolsonaro tentou em primeiro momento governar contra o sistema apertado, mas num segundo momento cedeu a esse sistema partidário que faz parte hoje. Não dá para achar que o presidente Bolsonaro de 2022 será o mesmo de 2018. É uma campanha muito mais difícil, ele não consegue mais ganhar a eleição com 17 segundos de televisão, sem fundo partidário para fazer um programa robusto, se defender de ataques do processo eleitoral”, disse. “O presidente Bolsonaro vai usar o fundo eleitoral para a eleição dele, isso é um fato. Seja lá quanto for definido, parte vai ser para o partido dele e essa parte será utilizada para pagar o programa eleitoral e contratar pessoas, esse é o sistema que o Brasil escolheu. Não acho que ele esteja errado por isso, é o modelo da democracia. O que parece errado é apresentar como outsider, querer negar o sistema, aderir a ele e se beneficiar de tudo que ele oferece”, completou.
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Eleito deputado federal pelo Amazonas, Ramos relembrou a crise hospitalar causada pela falta de oxigênio no Estado em janeiro deste ano. Para ele, o episódio foi importante para reconhecer a necessidade de reformas na BR-319. “O Amazonas viveu a maior tragédia humanitária de sua história. Mesmo todo o esforço da aeronáutica não conseguia trazer oxigênio o suficiente para manter as pessoas vivas. A BR-319 foi um dificultador, é uma rodovia intransitável em boa parte do ano em período de chuva. Houve um aprendizado, nós precisamos ter ligação rodoviária com o resto do Brasil. Acabou tendo um efeito positivo, porque muitos municípios que compravam cilindros compraram usinas e agora produzem seu próprio oxigênio, mas infelizmente isso aconteceu aos custos de muito sofrimento.”
Confira na íntegra a entrevista com Marcelo Ramos:
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