Argentina implementa medidas para frear a alta no preço do dólar
Com o objetivo de frear a queda nas reservas monetárias em seu Banco Central, a Argentina impôs restrições à compra de dólares no mercado de câmbio oficial. Essa política, que começou a valer em 15 de setembro, fez com que a moeda norte-americana “cotada com liquidação” (CLL), obtida através da compra de títulos em pesos argentinos e venda em dólares em Wall Street, subisse constantemente. Nesta segunda-feira (19), o CLL fechou a 165 pesos por unidade, quase 113% a mais do que o preço do dólar oficial para operações de atacado. Em parte, isso acaba incidindo na cotação do dólar no mercado informal de varejo, que hoje bateu um novo recorde de 181 pesos por unidade.
Diante dessa situação, o ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán, reconheceu que a decisão anterior causou “uma volatilidade que é prejudicial ao processo de formação de expectativas”. Por isso, ele anunciou uma série de medidas que buscam reverter essa deterioração das expectativas dos investidores e frear a alta do preço do dólar no mercado financeiro. Entre elas está a redução para três dias do período mínimo que um investidor deve manter em sua carteira um valor mobiliário adquirido antes de vendê-lo. Além disso, a Comissão Nacional de Valores, que regula os mercados, favorecerá o processo de intermediação para aumentar a liquidez dos instrumentos locais.
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Ao mesmo tempo, o Banco Central revogará uma disposição que proibia os não residentes de venderem títulos com liquidação em moeda estrangeira na Argentina e o Ministério da Economia lançará licitação de títulos em moeda americana no valor de US$ 750 milhões. A ideia é reduzir as necessidades de financiamento da Argentina para 2020-2021, um aspecto que também preocupa os investidores e afeta as expectativas.
*Com informações da EFE
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