Ataque de Israel no Líbano deixa mais de 250 mortos em meio cessar-fogo de duas semanas
Um total de 254 pessoas morreram nesta quarta-feira (08) no Líbano após ataques israelenses, que aconteceram mesmo com a interrupção dos ataques sob um cessar-fogo de duas semanas entre os EUA e o Irã. Esse foi um dos ataques mais pesados no Líbano desde o início do conflito com o Hezbollah no mês passado. Mais de 1.100 ficaram feridas, informou o serviço de defesa civil do país.
O maior número de mortos foi em Beirute, onde 91 pessoas morreram. O Ministério da Saúde divulgou um número de 182 mortos em todo o país e disse que esse não era um número definitivo. Na tarde desta quarta-feira, pelo menos cinco ataques consecutivos abalaram a capital Beirute, enviando colunas de fumaça para o céu, enquanto os militares de Israel disseram ter lançado o maior ataque coordenado da guerra.
Mais de 100 centros de comando e instalações militares do Hezbollah foram alvejados em Beirute, no Vale do Bekaa e no sul do Líbano em um intervalo de dez minutos, informaram. Os ataques levantaram questões sobre os esforços de trégua regional, com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, dizendo que um cessar-fogo no Líbano era uma condição essencial do acordo de seu país com os Estados Unidos.
“A escala da matança e da destruição no Líbano hoje é nada menos que horrível”, disse o chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk. “Tal carnificina, poucas horas após o acordo de cessar-fogo com o Irã, desafia a crença.”
*Reuters
continue lendo
Mundo
Xi Jinping chega aos EUA para reunião com Trump: ‘Interesses profundamente entrelaçados’
O líder chinês foi recepcionado pelo presidente norte-americano ao desembarcar no país para a visita de três dias
- Delcy afirma na ONU que haverá eleições na Venezuela AFP · há 1 mês
- El Niño provocará até 451 mil mortes associadas ao calor; estima-se 13,3 mil no Brasil AFP · há 1 mês
- Harvey Weinstein é condenado a 15 anos de prisão por agressão sexual AFP · há 1 mês
- Em discurso na Assembleia Geral, Milei chama ONU de 'organização inútil' AFP · há 2 meses