Presidente libanês promete investigar explosão em Beirute: ‘Ninguém está acima da lei’
O presidente do Líbano, Michel Aoun, afirmou, em teleconferência com outros chefes de Estado, que vai investigar e responsabilizar todos os culpados pela explosão na zona portuária de Beirute na última terça-feira, 4, que deixou pelo menos 158 mortos e mais de 5 mil feridos. A reunião foi organizada neste domingo, 9, pelo presidente da França, Emmanuel Macron.
Aoun está sob forte pressão internacional. O governo libanês é acusado de negligência na explosão e está à beira de uma crise humanitária após a destruição de estoques de comida e remédios. Neste sábado, um grande protesto em Beirute, chamado “Dia da Ira”, deixou um policial morto e pelo menos 172 feridos. Os manifestantes pedem a renúncia de autoridades do governo.
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Neste domingo, 9, o presidente do país árabe prometeu combater a corrupção e empreender reformas após a destruição, em uma tentativa de responder ao cenário. Ele recebeu declarações de condolências na reunião, mas também ouviu cobranças para uma investigação internacional sobre o ocorrido. “Ninguém está acima da lei. Comprometi-me com cada cidadão libanês que toda pessoa cuja participação ficar comprovada será responsabilizada em conformidade com a legislação libanesa vigente”, disse. Na sexta-feira, Michel Aoun chegou a dizer que a tragédia pode ter sido causada “por intervenção externa”, citando a hipótese de “um míssil”.
A teleconferência foi transmitida pelo presidente Jair Bolsonaro pelas redes sociais. Bolsonaro prometeu enviar ajuda humanitária ao país e afirmou que negocia o envio de uma equipe multidisciplinar para colaborar com a perícia técnica. Ele convidou o ex-presidente Michel Temer para chefiar a missão brasileira no Líbano.
*Com informações da Agência Estado
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