Quem é Ricardo Nunes, empresário que assume a Prefeitura de São Paulo
Eleito vice-prefeito no pleito municipal de 2020, Ricardo Nunes (MDB), de 53 anos, assume definitivamente a Prefeitura de São Paulo, com a morte de Bruno Covas (PSDB) neste domingo, 16, vítima de um câncer aos 41 anos. O emedebista já havia assumido interinamente o posto no dia 3 de maio, quando o prefeito se licenciou por 30 dias para o tratamento de um câncer – exames detectaram um sangramento no fígado do tucano, que precisou ser intubado na UTI do Hospital Sírio Libanês. Ligado a associação de empresários da zona sul e à Igreja Católica, Nunes foi vereador por dois mandatos e já compôs a base de apoio de Fernando Haddad (PT) na época em que o petista governou a maior cidade do país. Ricardo Nunes foi eleito vereador em 2012 e 2016. Durante sua passagem pelo legislativo paulistano, foi integrante da Comissão de Finanças da Câmara e foi o responsável pela retirada de todas as menções ao termo “gênero” do Plano Municipal de Educação (PME). Em agosto de 2015, em entrevista ao site “Portal Católico”, disse que “manter a ideologia de gênero fora” do PME significaria deixar “essa coisa nefasta longe das nossas crianças”. A partir de 2016, passou a integrar a base da chapa tucana formada por João Doria e Bruno Covas – o neto do ex-governador Mário Covas assumiu a Prefeitura em abril de 2018, quando Doria renunciou ao cargo para concorrer ao cargo de governo do Estado de São Paulo.
Em 2020, Nunes se preparava para disputar a eleição para vereador pela terceira vez, quando foi escolhido como número dois na chapa de Covas, em um xadrez político que envolveu o PSDB, o DEM e o MDB. À época, o acordo foi firmado diante da promessa de que Rodrigo Garcia, vice-governador eleito em 2018, teria o apoio para suceder João Doria no Palácio dos Bandeirantes. Em razão disso, o DEM abriu espaço para o MDB compor com os tucanos. Durante a campanha, o jornal “Folha de S. Paulo” revelou que, em 2011, a esposa do vereador, Regina Carnovale, registrou um boletim de ocorrência relatando supostas ameaças e agressões que teria sofrido. O casal negou que as agressões teriam acontecido e afirmou que o caso ocorreu em uma “fase muito difícil” do relacionamento.
[jp-related-posts ids=”1095181,1095164,1094783″]
Assuntos
continue lendo
Política
Anaí Caproni: a militante do ABC que pode se tornar a primeira-dama de um governo operário
Anaí cresceu no ambiente das fábricas e da organização operária
- Alexandre Curi: o herdeiro político do Paraná que agora mira o Senado Jovem Pan · há 3 dias
- Quem é Adaílton Fúria, candidato ao governo de Rondônia Beatriz Lia · há 3 dias
- Do jornalismo ao Senado: Quem é Marcos Rogério, nome do PL ao governo de RO Lucas Peçanha · há 3 dias
- Da caserna às urnas: a trajetória política de Capitão Contar, candidato ao Senado Jovem Pan · há 3 dias