Randolfe Rodrigues diz que aciona o STF caso CPI não seja instalada depois da votação
Líder da oposição, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou nesta terça-feira, 5, que vai acionar o Supremo Tribunal Federal, caso não haja a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do MEC (Ministério da Educação). Mesmo com todo o esforço para reunir as condições necessárias para iniciar o processo investigativo– desde março estava recolhendo assinaturas –, o máximo que ele conseguiu até agora foi a promessa pública do presidente do Senado Rodrigo Pacheco que isso acontecerá depois das eleições, ou seja, apenas em novembro. Como a Casa está próxima ao recesso dos trabalhos legislativos – que acontece de 18 a 31 de julho –, esperava-se que a CPI começasse em agosto. “Mas houve um entendimento da ampla maioria dos líderes do Senado Federal, alinhados ou não com o Governo, até senadores e líderes independentes ao Governo, ponderaram que de fato, nesse momento, às vésperas do recesso parlamentar e depois já no período eleitoral dos meses de agosto e setembro, não seria conveniente as comissões parlamentares de inquérito do Senado Federal”, anunciou Pacheco, em entrevista coletiva, logo depois da reunião com os líderes, que aconteceu nesta manhã de terça-feira, 5. Mas disse que a maioria do grupo é à favor da CPI.
Pacheco se comprometeu em instalar cinco CPIs. “O Senado integralmente reconhece a importância das CPIs para investigar ilícitos no MEC, desmatamento ilegal na Amazônia, crime organizado e narcotráfico. Os requerimentos serão lidos em plenários por dever constitucional”, postou no Twitter. Diante de todo esse arcabouço de informações, cabe a Randolfe apenas esperar para ver o andar dos fatos. Durante à tarde, logo depois de todos esses pronunciamentos, o senador não atendeu a reportagem do site da Jovem Pan. A assessoria também silenciou os comunicados. Senadores da ala governista disseram que a CPI poderia ser usada como ferramenta de manobra eleitoral e que essa decisão mostrou maturidade dos parlamentares.
[jp-related-posts ids=”1281350,1281167″]
Assuntos
continue lendo
Política
Da caserna às urnas: a trajetória política de Capitão Contar, candidato ao Senado
Com formação na AMAN, recorde de votos em 2018 e segundo turno ao governo em 2022, o ex-deputado estadual disputa o Senado em 2026 pelo PL
- De gestor do agro a homem forte de MS, Reinaldo Azambuja busca cadeira no Senado Jovem Pan · há 1 hora
- Conheça a trajetória do governador Eduardo Riedel, candidato à reeleição em MS Jovem Pan · há 1 hora
- Da tribuna do direito ao voto de mudança: a trajetória de Fábio Trad Jovem Pan · há 1 hora
- Candidato pela 1º vez, Cadu Xavier tenta seguir governo do PT no Rio Grande do Norte Júlia Lara · há 2 horas