Senado aprova PEC da Transição, mas aliados de Bolsonaro prometem jogo duro na Câmara
O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 7, em primeira votação, a PEC da Transição. O impacto orçamentário será de R$ 168 bilhões, expandindo o teto de gastos pelos próximos dois anos com o mesmo valor, o texto agora segue para os destaques e ainda há a possibilidade de alterações. Por 64 votos favoráveis e 16 votos contrários, os senadores deram o aval para a Proposta de Emenda à Constituição que também permite utilizar R$ 23 bilhões em investimentos para além da regra fiscal. Ainda há outros gatilhos que podem elevar a disponibilidade para ampliar os gastos públicos acima dos R$ 200 bilhões, já que, por exemplo, as despesas da Fiocruz poderão ser retiradas do teto, como despesas pagas pelo governo com recursos próprios, possíveis doações e convênio de todas as instituições científicas, tecnológicas e de inovação (ICTs). Há a expectativa de que os parlamentares em concluir a análise do segundo turno ainda nesta quarta para que o texto seja enviado à Câmara dos Deputados.
Humberto Costa (PT-PE), senador que articulou na Casa Alta do legislativo para aprovar o texto, ressaltou que a proposta seria necessária mesmo com uma eventual derrota do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas. “Qualquer que fosse o presidente da República eleito, pelas condições que nós temos hoje de predefinição do Orçamento da União para o ano de 2023, seria necessária uma PEC como esta ou um outro instrumento que garantisse a folga fiscal necessária para que nós pudéssemos atender não somente os compromissos assumidos pelos candidatos, mas também para o cumprimento desses compromissos”, disse. Já o governista Marcos Rogério (PL-RO), acusou a oposição de querer passar um “cheque em branco” criticou a irresponsabilidade fiscal. “Diferente de todas as propostas de alteração no teto de gastos efetuadas no Governo do Presidente Bolsonaro, a PEC 32 não indica como o espaço fiscal será utilizado. Na prática, está sendo dado um cheque em branco, um cheque em branco para este novo tempo que o país vai enfrentar”, pontuou.
[jp-related-posts ids=”1346415,1346375″]
Assuntos
continue lendo
Política
Anaí Caproni: a militante do ABC que pode se tornar a primeira-dama de um governo operário
Anaí cresceu no ambiente das fábricas e da organização operária
- Alexandre Curi: o herdeiro político do Paraná que agora mira o Senado Jovem Pan · há 2 dias
- Quem é Adaílton Fúria, candidato ao governo de Rondônia Beatriz Lia · há 2 dias
- Do jornalismo ao Senado: Quem é Marcos Rogério, nome do PL ao governo de RO Lucas Peçanha · há 2 dias
- Da caserna às urnas: a trajetória política de Capitão Contar, candidato ao Senado Jovem Pan · há 3 dias