Sob ameaça de intervenção militar, Maduro não vai à assembleia da ONU
O ditador venezuelano Nicolás Maduro decidiu, nesta quinta-feira (12), que não vai comparecer à Assembleia Geral das Organizações das Nações Unidas (ONU), marcada para acontecer no dia 24 de setembro, em Nova York. Em um evento com jovens em Caracas, o chavista disse que, esse ano, vai preferir ficar na Venezuela, “bem seguro e tranquilo”.
Ele também anunciou que o governo dele vai ser representado pela vice, Delcy Rodríguez, e pelo ministro das Relações Exteriores, Jorge Arreaza. “Eu fui no ano passado, esse ano não vou. Esse ano quero ficar com vocês, trabalhando na Venezuela, bem seguro e tranquilo”, declarou.
Maduro justificou a ausência dizendo que, ao longo de setembro, terá uma agenda “surpreendente” e “intensa” para defender a Venezuela. Ele também disse que seus representantes levarão à ONU assinaturas de cidadãos venezuelanos rejeitando as sanções impostas pelos Estados Unidos.
Na quarta-feira (11), 12 dos 19 países que integram o TIAR (Tratato Interamericano de Assistência Recíproca), aprovaram uma convocação para discutir ações militares da Venezuela na fronteira com a Colômbia.
O TIAR prevê a defesa mútua dos países-membros em caso de ataques externos. Entre os países que apoiaram a sugestão proposta pelo autoproclamado presidente interino venezuelano, Juan Guaidó, estão os Estados Unidos, o Brasil e a Colômbia.
Guaidó e estes países, tentarão classificar como uma ação belicosa as movimentações do Exército venezuelano na fronteira com a Colômbia, o que possibilitaria uma intervenção militar na Venezuela.
Nesta quinta-feira (12), em Washington, nos Estados Unidos, o ministro das Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo, disse que a ativação do TIAR não significa ação militar na Venezuela e que o tratado não é simplesmente militar, mas um acordo para ação coletiva diante de ameaças à segurança.
O TIAR é de 1947 e nunca foi evocado depois da Guerra Fria. O encontro dos membros do grupo deve acontecer no dia 23 de setembro.
*Com informações do repórter Afonso Marangoni
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