Após virar réu, Witzel diz que acordou com ‘coração partido, porém em paz’
Um dia depois de virar réu por corrupção e lavagem de dinheiro, o governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), divulgou uma nota intitulada “Carta ao Povo Fluminense”, na qual afirma que tem “as mãos limpas e a consciência tranquila de que, ao término desse processo, ficará comprovada a minha inocência”. No início do texto, Witzel cita uma frase do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no julgamento desta quinta-feira, 11: “Ser réu não significa nada”.
“Acordei hoje com o coração partido, porém em paz! Coração partido ao ver que, no momento em que o Rio de Janeiro mais precisa de mim – pois um dia jurei que, se fosse preciso, eu daria a própria vida para o bem da população, que vem sendo castigada há anos -, me pego de mãos atadas. Entendo todo o zelo da Justiça na apuração dos fatos. No entanto, ao afastar um governante – que passou sua vida lutando pela justiça ao exercer o cargo de juiz, abrindo mão das regalias e da segurança do próprio cargo e se colocando como servidor público, sabendo que poderia fazer muito por um Estado – não se prejudica apenas uma pessoa; o prejuízo, irreversível, estende-se a toda uma população já tão sofrida”, diz Witzel. “Então, restam as perguntas: quem serão os únicos prejudicados pelo tempo perdido por esse afastamento? Como e quando serão reparadas as vidas perdidas, os empreendimentos fechados e as oportunidades abandonadas, por estarmos de mãos atadas?”, acrescentou o governador afastado.
Nesta quinta-feira, 11, a Corte Especial do STJ aceitou por unanimidade a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Witzel. Os ministros também prorrogaram o afastamento do governador eleito em 2018 por mais um ano – ele está afastado desde agosto de 2020, por determinação do STJ. O prazo de 180 dias terminaria no fim de fevereiro. O ex-juiz é acusado de ter recebido R$ 554,2 mil em propinas, por intermédio do escritório de advocacia de sua esposa, Helena Witzel. A Promotoria afirma que o governador estabeleceu um esquema de propina na contratação de hospitais de campanha, respiradores e medicamentos destinados ao combate à pandemia do novo coronavírus.
[jp-related-posts ids=”1047749,1031805,1030375″]
continue lendo
Política
STJ nega pedido de habeas corpos para Milton Leite e mantém prisão temporária
O ex-vereador está preso desde sexta-feira (18), após ser considerado foragido e se entregar à polícia
- Quem é Adaílton Fúria, candidato ao governo de Rondônia Beatriz Lia · há 16 minutos
- Do jornalismo ao Senado: Quem é Marcos Rogério, nome do PL ao governo de RO Lucas Peçanha · há 1 hora
- Da caserna às urnas: a trajetória política de Capitão Contar, candidato ao Senado Jovem Pan · há 5 horas
- De gestor do agro a homem forte de MS, Reinaldo Azambuja busca cadeira no Senado Jovem Pan · há 6 horas