CGU termina análise dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais para 2026
Técnicos da Controladoria-Geral da União (CGU) concluíram na sexta-feira (21) a inspeção dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas eleições de outubro. A análise começou na quinta (20), na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília.
A inspeção faz parte do Ciclo de Transparência Democrática da Justiça Eleitoral e é uma das etapas de fiscalização dos sistemas que serão usados no processo eleitoral. Durante o trabalho, a equipe da CGU analisou a programação da urna eletrônica, os módulos de captação de votos e os softwares utilizados na preparação, transmissão e totalização dos resultados.
O acesso aos códigos-fonte permite que instituições autorizadas pela legislação eleitoral acompanhem como os sistemas foram desenvolvidos e programados. A abertura dos códigos é prevista desde 2002 e, a partir de 2021, o período disponível para fiscalização passou de seis meses para um ano antes das eleições.
Segundo o TSE, o acesso aos códigos-fonte dos sistemas das Eleições 2026 foi aberto em outubro de 2025. As instituições fiscalizadoras podem realizar inspeções até setembro deste ano, antes da Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas Eleitorais. Nessa etapa, os programas são finalizados para serem utilizados nas eleições.
A inspeção da CGU foi acompanhada por Rodrigo Coimbra, chefe da Seção de Voto Informatizado do TSE. Segundo ele, durante a fiscalização, as entidades têm acesso ao código-fonte dos sistemas para analisar como os programas foram desenvolvidos e como funciona o processo eleitoral.
“Durante a inspeção, a gente abre todo o sistema e disponibiliza todo o código-fonte para as entidades fiscalizadoras. É uma oportunidade para que elas entendam como uma eleição funciona e como os sistemas foram programados e [para que] tenham a confiança de que a eleição vai ser segura”Rodrigo Coimbra
O auditor federal de Finanças e Controle da CGU Ricardo Peres também participou da inspeção. Ele afirmou que a participação de instituições dos Três Poderes e da sociedade civil na análise dos códigos-fonte faz parte da fiscalização do processo eleitoral.
“Acho que quanto mais entidades fiscalizadoras participarem, mais o processo eleitoral sairá fortalecido. O que mais me chamou atenção durante a inspeção foi a evolução dos códigos. Ter a oportunidade de analisar os códigos e ver a urna por dentro é um dos momentos mais importantes do processo de fiscalização”Ricardo Peres
A CGU é uma das instituições que participam das etapas de fiscalização dos sistemas eleitorais. Antes dela, outras entidades também realizaram inspeções nos códigos das eleições, entre elas:
- Procuradoria-Geral da República (PGR);
- Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP);
- Sociedade Brasileira de Computação;
- Senado Federal;
- Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC);
- União Brasil.
O processo de fiscalização ainda segue até a lacração dos sistemas, prevista para setembro. Depois dessa etapa, os programas utilizados nas urnas e nos demais sistemas eleitorais ficam definidos para o pleito de outubro.
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