Doria vai ao Rio de Janeiro, mas Bolsonaro cancela evento que teria encontro dos dois
Candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, João Doria foi até o Rio de Janeiro para encontrar com o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). O ex-prefeito chegou a dizer que se encontraria com o deputado, mas isso não aconteceu.
Presidente do PSL, Gustavo Bebianno disse que desconhecia a informação do suposto encontro: “Da nossa parte, não foi agendado absolutamente nada com o Jair”, afirmou, em frente à casa do empresário Paulo Marinho, onde Doria esperava encontrar com Bolsonaro.
Bolsonaro tinha agendado que iria até a casa de Marinho para fazer uma gravação do programa eleitoral, mas cancelou essa agenda. Bebbiano negou que a mudança tenha acontecido por causa de Doria. Segundo o presidente do partido, Jair estava “indisposto”, por isso preferiu ficar em casa. “Não há resistência em apoio ao Doria. Existe uma posição estratégica de não se envolver em questões estaduais”, disse.
Doria é amigo do empresário Paulo Marinho, apoiador da campanha de Bolsonaro e suplente no mandato de senador Flávio Bolsonaro, filho do presidenciável. Segundo fontes, Marinho tentou ajudar na aproximação dos dois candidatos, o que teria gerado a indignação de Jair Bolsonaro, que, diante da presença do ex-prefeito no Rio, optou por ficar em casa.
Apesar do encontro entre os dois não ter acontecido, membros do partido se mostraram favoráveis à aliança: “João Doria tem uma posição muito mais à direita do que à esquerda. Isso é muito claro. Uma pessoa que toma posição. Ele é um homem firme. Nós admiramos”, disse Bebianno.
Também presente ao encontro na casa do empresário Marinho, o economista Paulo Guedes, cotado para o Ministério da Fazenda num eventual governo de Bolsonaro, manifestou apoio a Doria. “Gosto do Doria”. Ao ser questionado sobre os benefícios de um possível apoio do PSDB na campanha de Bolsonaro, respondeu: “que PSDB?”.
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