‘Enquanto eu viver, a extrema direita não voltará a governar o Brasil’, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a citar o presidente americano Donald Trump e o congênere argentino Javier Milei, ao questionar uma possível interferência de governantes de outros países nas eleições brasileiras. As falas de Lula foram na convenção do PT que confirmou a candidatura à reeleição de Elmano de Freitas ao governo do Ceará nesta sexta (31).
“Enquanto eu viver, a extrema direita não voltará a governar esse país. E vou dizer mais: que venha ajudá-los quem quiser. Se quiser vir o Trump, que venha. Se quiser vir o Milei, que venha. Venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu quero é a ajuda do povo brasileiro para que a gente possa manter a democracia nesse país”, disse Lula na reta final de seu discurso.
“Nós precisamos fazer mais universidades, fazer mais institutos federais. Ensinar mais matemática, mais engenharia. Não é preciso formar mais tantos advogados como formamos hoje. Nós precisamos apostar na nossa meninada, estudar engenharia, estudar inteligência artificial, estudar matemática para que a gente possa competir com a China, para que a gente possa acabar com a arrogância do Trump e dizer: ‘Nós somos o país que mais temos investimentos’. Nós poderemos passar eles. Porque o brasileiro não deve inteligência a ninguém”, disse.
Lula ainda afirmou, nesse contexto, que “ninguém fará eu baixar a cabeça para ninguém” e que “o Brasil não vai baixar a cabeça”.
Na última quarta-feira (29)Lula já havia citado Trump e Milei. Em convenção do PSB para oficializar Geraldo Alckmin como seu vice, o presidente brasileiro disse que não quer briga com Trump “nem a porrete” e que Milei fez “pataquada” no Brasil.
As falas de Lula direcionadas a Milei ocorrem após o presidente argentino participar da convenção do PL que lançou Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Na ocasião, Milei chamou Lula de “presidiário” e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de “lixo careca”. O Brasil chegou a convocar seu embaixador no país após as declarações.
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