Flávio Bolsonaro atribui responsabilidade pelo tarifaço dos EUA à ‘incompetência’ do governo
O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, atribuiu a responsabilidade pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil à “incompetência” e “às agressões” do governo de Luiz Inácio Lula Silva. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Rede Bandeirantes, Flávio defendeu a atuação de sua família em relação à política externa dos EUA, mas rejeitou a tese de que seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, tenha influência na aplicação das sanções americanas contra o Brasil.
“Você acha agora que o Eduardo tem poder de coerção sobre o presidente dos Estados Unidos? O que o presidente dos Estados Unidos faz é da cabeça dele”, afirmou o candidato na entrevista que será exibida na íntegra às 20 horas, na BandNews TV e, às 22 horas, na Band.
Flávio criticou a diplomacia do governo Lula, disse ainda que o Brasil “lambe botas da China” e que a postura do atual presidente que levou à taxação dos EUA. “O Brasil está sendo sancionado por causa dessa falta de habilidade do atual governo e por causa das provocações dele. O Lula trabalhou para que o Brasil fosse tarifado e ele conseguiu”, afirmou Flávio, segundo prévia das declarações publicadas no site da Rede Bandeirantes.
O candidato do PL ainda avaliou um cenário de isolamento internacional do Brasil, fazendo referência a conflitos diplomáticos que o País teria não só com os EUA, mas também com Argentina e Paraguai.
Elogios a Milei
Flávio elogiou o discurso do presidente da Argentina, Javier Milei, no Brasil e disse que ele apenas “retribuiu a gentileza” em relação à atuação de Lula durante a campanha presidencial na Argentina.
Milei esteve no Brasil na semana passada e participou, em São Paulo, da convenção nacional do PL, que oficializou a candidatura de Flávio à presidência da República.
Na ocasião, o presidente argentino chamou Lula de “presidiário” e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes de “lixo careca”.
Na entrevista, Flávio disse ainda que o mundo aguarda uma mudança de governo no Brasil para retomar investimentos.
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