Futuro político de Bolsonaro
De acordo com o inquérito da Polícia Federal, 37 pessoas foram indiciadas por organização criminosa no planejamento de um golpe de Estado. Agora, o relatório segue para o Ministério Público Federal (MPF), que vai acatar ou não as denúncias da polícia. As denúncias podem ser acatadas integralmente ou parcialmente. Em outras palavras, nem todos os 37 envolvidos necessariamente se tornarão réus.
Entre os denunciados pela PF, está o ex-presidente Jair Bolsonaro. Independentemente da decisão do MPF, esse inquérito complica bastante a vida política do ex-presidente. Dada as circunstâncias, fica difícil parlamentares avançarem com o PL da Anistia, que poderia reverter a inelegibilidade de Bolsonaro. Para falar a verdade, antes mesmo do inquérito da Polícia Federal, a anistia a ele já seria muito difícil, pois algum partido de oposição fatalmente iria contestar a constitucionalidade do pedido, levando a matéria ao STF. Na Corte do Supremo, todos sabem que os ministros não são muito simpáticos a Bolsonaro.
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A certeza de que Bolsonaro não participará da disputa muda o tabuleiro político para 2026. Com o ex-presidente fora do jogo, quem ocupará o vácuo deixado pela direita? Tarcísio, Zema, Caiado, Marçal? Outro ponto é se Bolsonaro for considerado réu pelo MP e condenado pelo STF, como fica a sua capacidade de transferência de votos para o candidato da direita? Esses políticos vão defender Bolsonaro e citá-lo durante a campanha? Tudo vai depender como a maioria da população vai reagir caso Bolsonaro seja condenado – será visto como um injustiçado ou um golpista? Os rumos de Bolsonaro colocam uma incerteza ainda maior nas eleições de 2026. Por enquanto, só há uma certeza: o ex-presidente está fora.
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