Haddad diz que equipe de Bolsonaro tem ‘agido fortemente’ com fake news contra ele
Fernando Haddad, do PT, fez denúncia sobre ataque maciço de fake news que sofreu e atribuiu a autoria a Jair Bolsonaro, do PSL, durante coletiva de imprensa em São Paulo, esta quarta-feira (3).
O petista afirmou que tem recebido relatos de eleitores sobre milhões de mensagens em redes sociais com conteúdo ofensivo associando as propostas de seu partido a mentiras. “A equipe do Bolsonaro tem agido fortemente com fake news contra minha família e minha atuação como ministro”, disse Haddad.
Segundo ele, são mensagens com imagens vulgares direcionadas ao público evangélico. O PT lançou um número de WhatsApp para que essas informações sejam denunciadas.
Para Haddad, o conteúdo das publicações indica que elas têm relação com a equipe de Bolsonaro.
Urnas eletrônicas
Perguntado sobre questionamentos à segurança das urnas eletrônicas, Fernando Haddad disse que o PT sempre confiou no sistema de votação. “Nós, a vida toda, respeitamos o resultado das eleições. Nós nunca colocamos em dúvida o resultado eleitoral”.
O petista destacou que o Tribunal Superior Eleitoral já se posicionou sobre a necessidade de se respeitar o sistema de votação.
Para Haddad, Bolsonaro deveria confiar no formato, já que foi eleito 7 vezes por meio das urnas.
Reforma da Previdência
Fernando Haddad mostrou preocupação com a previdência dos Estados e municípios. Segundo ele, é preciso sentar com governadores e prefeitos para reestruturar o que chamou de “previdência dos regimes próprios”.
“Nós vamos sentar com os trabalhadores, como já fizemos em 2003 e 2012, e repactuar os termos de garantia de sustentação para a previdência pública”, destacou o petista.
O candidato pontuou que a questão da idade mínima ficará em aberto para discussão.
Política externa
Questionado sobre a relação do Brasil com outros países, Haddad afirmou que o país está “recolhido e acanhado”.
O petista ressaltou a importância dos BRICS e a necessidade de fortalecer os acordos bilaterais.
Sobre a Venezuela, o candidato afirmou que o Governo não pode tomar partido, mas ajudar a solucionar problemas envolvendo a relação entre situação e oposição no país sul-americano.
*Informações do repórter Matheus Meirelles.
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