Mauro Vieira diz que Brics não é antiocidental: ‘Até onde sei, Brasil é um país ocidental’
O chanceler Mauro Vieira, que lidera a delegação brasileira na cúpula do Brics realizada na Rússia, afirmou que o grupo não possui um caráter antiocidental. “O Brics não é contra ninguém. Ele é a favor dos membros, é uma plataforma de conversas”, disse. Ele ressaltou que o Brasil se posiciona como um país ocidental e que a percepção negativa do Brics, especialmente entre os Estados Unidos e a Europa, se deve à visão de que o bloco representa uma oposição à ordem mundial vigente. Durante a cúpula, Vieira abordou a urgência de reformar instituições financeiras globais, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional. Ele destacou que parte das discussões foi dedicada a esse assunto, além da necessidade de reformar o Conselho de Segurança da ONU. Contudo, o comunicado final do encontro não trouxe propostas concretas sobre esses temas.
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O Brasil procura se distanciar do autoritarismo de nações como China e Rússia, enfatizando que o Brics deve ser visto como uma plataforma de diálogo. A ampliação do grupo em 2023 resultou na criação de uma nova categoria de parceiros, com treze países convidados, embora a Venezuela tenha sido excluída por decisão do Brasil. Vieira também mencionou que a inclusão de novos membros trouxe desafios na harmonização de terminologias e regras previamente acordadas. Atualmente, mais de 30 países demonstraram interesse em se juntar ao Brics, o que pode complicar ainda mais as negociações e a coesão do grupo. “Há mais de 30 países interessados em entrar. O Brics não os pode incorporar, seria muito, o grupo passaria de 40 membros”, afirmou.
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Publicado por Sarah Paula
*Reportagem produzida com auxílio de IA
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