Motta anuncia Derrite como relator do PL antifacção; deputado promete ‘punição severa para crime’
O presidente da Câmara, Hugo Motta, anunciou nesta sexta-feira (7) o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), como relator do projeto antifacção, que foi apresentado pelo governo após a megaoperação que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro no dia 28 de outubro. Projeto é uma das prioridades do governo Lula sobre Segurança Pública.
Nas redes Sociais, Derrite comentou a indicação. “Fui designado pelo presidente Hugo Motta e assumo com muita responsabilidade a relatoria do PL Antifacções com um objetivo claro: lutar pela severa punição daqueles que escolhem o caminho do crime organizado”, escreveu Derrite, que até dia 5 de novembro também era Secretário de Segurança Pública de São Paulo. Ele estava afastado do mandato e já retomou a cadeira para poder relatar a proposta no plenário.
O anúncio já tinha sido adiantado pela coluna da Victoria Abel em conversa com o líder do PP, Dr Luizinho. “A certeza é que se for o projeto do Danilo Forte, do governo, ou qualquer outro, nós teremos como relator o deputado Guilherme Derrite, que é o quadro mais qualificado”, disse à coluna.
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Fui designado pelo presidente @HugoMottaPB e assumo com muita responsabilidade a relatoria do PL Antifacções com um objetivo claro: lutar pela severa punição daqueles que escolhem o caminho do crime organizado.
— Guilherme Derrite (@DerriteSP) November 7, 2025
A escolha de Derrite, no entanto, não foi bem aceita por todos. O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias, criticou decisão. “O projeto de lei antifacção é uma prioridade do governo Lula e colocar nas mãos do secretário de segurança do governador Tarcísio beira uma provocação. Parece um interesse deliberado de não aprovar e de atrapalhar a tramitação da pauta prioritária do governo na área de segurança pública”, afirmou em uma rede social.
Derrite é próximo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que também é do partido republicano. Nas redes sociais, o relator do projeto já afirmou que pretende fazer alterações no texto que foi enviado pelo governo federal. “É hora de deixar o palanque de lado e dar uma resposta efetiva ao grito de socorro da população. Vamos trabalhar para que esse objetivo seja estabelecido”, escreveu.
As alterações que Derrita pretende fazer, são:
- Previsão de pena de 20 a 40 anos para condutas cometidas por membros de organizações criminosas, como domínio de cidades, novo cangaço, ataques a carros fortes, instalação de barricadas, ataques a presídios, dentre outros;
- Obrigatoriedade de cumprimento de pena em presídio de segurança máxima aos líderes das organizações criminosas;
- Vedação à concessão de anistia, graça, indulto, liberdade condicional e corte do auxílio reclusão de familiares de pessoas que cometam estes crimes;
- Aumento da progressão de regime – ou seja, o cumprimento necessário da pena para benefícios como regime semiaberto – de 40% para pelo menos 70%
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