Mourão critica resposta da embaixada chinesa a ataque de Eduardo Bolsonaro
O vice-presidente Hamilton Mourão criticou nesta manhã de sexta-feira, 27, o meio utilizado pela embaixada chinesa para responder o ataque do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Na última segunda-feira, o deputado utilizou seu Twitter para acusar a China de praticar espionagem por meio de sua rede de tecnologia 5G, dando a entender que o Brasil seguirá a política de Donald Trump para tentar frear o avanço de empresas chinesas no mercado global da tecnologia. Na quarta-feira, 25, a Embaixada da China em Brasília publicou uma nota nas redes sociais repudiando a afirmação do deputado. No documento, a embaixada disse que o Brasil poderá “arcar com as consequências negativas”. Sobre a nota, o general Mourão afirmou que “diplomaticamente, está errado isso aí”, se referindo a forma como a resposta foi divulgada.
“Eu acho que, diplomaticamente, está errado isso aí. É a segunda vez que o embaixador chinês reage dessa forma. Dentro das convenções da diplomacia, o camarada se sentindo, vamos dizer, incomodado com qualquer coisa que tenha ocorrido no país, ou ele escreve uma carta para o ministro de Relações Exteriores ou ele vai ao Itamaraty e apresenta suas ponderações. E não via rede social, porque aí vira um carnaval esse negócio”, opinou o vice-presidente, que elogiou o texto enviado pelo Itamaraty. Em nota, o Iramaraty se queixou do uso das redes sociais pela embaixada chinesa. “Não é apropriado aos agentes diplomáticos da República Popular da China no Brasil tratarem dos assuntos da relação Brasil-China através das redes sociais. Os canais diplomáticos estão abertos e devem ser utilizados”, disse ofício do Ministério das Relações Exteriores divulgado pelo canal CNN Brasil.
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Sobre Eduardo Bolsonaro, o general preferiu não comentar. “Essa questão não está afeta a mim. Ele postou e depois apagou. Acho que ele deve ter recebido alguma recomendação para tirar aquilo”, disse rapidamente. Apesar dessa manifestação sobre a nota da embaixada chinesa, o vice-presidente defendeu ontem, 26, a relação entre os dois países. Mourão exaltou Pequim como o “maior parceiro comercial” do Brasil na atualidade e pediu para que os diferentes setores do governo brasileiro atuem de maneira ordenada em seu engajamento com o governo chinês, comunicando as prioridades brasileiras com “clareza” e “objetividade”. “Precisamos agora lançar o olhar para o futuro para ampliar e diversificar relações existentes”, disse em evento virtual do Conselho Empresarial Brasil-China.
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