PF avisa à CPI que não achou o contrato da Precisa com a Bharat Biotech
A Polícia Federal (PF) avisou à CPI da Covid-19 que o contrato firmado pela Precisa Medicamentos com a Bharat Biotech não foi encontrado. A informação foi confirmada à Jovem Pan pela equipe técnica que assessora o colegiado. Na sexta-feira, 17, com a autorização do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados à empresa de Francisco Maximiano. O principal objetivo dos senadores era ter acesso ao acordo original assinado com a farmacêutica indiana para, entre outras coisas, saber de que forma a companhia brasileira seria remunerada com a venda das 20 milhões de doses da vacina Covaxin.
“Tudo indica, então, que, como foi dito, esse contrato não existe. Em não existindo esse contrato, a situação se torna de uma gravidade extrema, porque como é que o Ministério da Saúde negocia, assina um contrato com uma empresa intermediária que, na verdade, não tinha contrato com o produtor da vacina. Isso é o cúmulo do absurdo. Então, ou esse contrato aparece para provar que realmente a Precisa tinha algum tipo de vínculo com a Bharat Biotech, ou estamos diante de uma fraude colossal”, disse o senador Humberto Costa (PT-PE), em conversa com jornalistas antes do início da sessão desta terça-feira, 21.
[jp-related-posts ids=”1160037,1158725,1158692″]
Em agosto deste ano, a Bharat já havia informado a CPI que não tinha um “contrato formal” com a Precisa. Em um documento enviado aos senadores, a farmacêutica indiana afirmou que “não se chegou a um acordo entre a Bharat e a Precisa na questão da compensação”, em tradução livre do inglês. Esta segue sendo a principal lacuna do caso Covaxin. Quando Francisco Maximiano e Emanuela Medrades, dono e diretora da empresa, respectivamente, depuseram à comissão, eles disseram que não poderiam dar detalhes do acerto financeiro em razão da cláusula de confidencialidade.
Assuntos
continue lendo
Política
Anaí Caproni: a militante do ABC que pode se tornar a primeira-dama de um governo operário
Anaí cresceu no ambiente das fábricas e da organização operária
- Alexandre Curi: o herdeiro político do Paraná que agora mira o Senado Jovem Pan · há 24 horas
- Quem é Adaílton Fúria, candidato ao governo de Rondônia Beatriz Lia · há 1 dia
- Do jornalismo ao Senado: Quem é Marcos Rogério, nome do PL ao governo de RO Lucas Peçanha · há 1 dia
- Da caserna às urnas: a trajetória política de Capitão Contar, candidato ao Senado Jovem Pan · há 1 dia