PGR diz que é direito de Bolsonaro desistir de depor em inquérito sobre suposta interferência na PF
Assinado por Augusto Aras, um parecer emitido pela Procuradoria-Geral da República nesta quinta-feira, 3, e entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF) afirma que é direito do presidente Jair Bolsonaro não querer depor no inquérito que investiga supostas interferências na Polícia Federal. “Inexiste razão para se opor à opção do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, de não ser interrogado nos presentes autos, seja por escrito, seja presencialmente. Na qualidade de investigado, ele está exercendo, legitimamente, o direito de permanecer calado”, afirma documento.
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O posicionamento de Aras foi requerido pelo ministro Alexandre de Moraes na sexta-feira, 27, quando o presidente abriu mão de prestar depoimento presencial. Na ocasião, Moraes também prorrogou as investigações por 60 dias. Autorizado ainda no mês de abril após a demissão do ex-ministro Sérgio Moro, o inquérito já tinha sido prorrogado no mês de junho, no mês de julho e no mês de outubro. A investigação foi aberta após o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, denunciar que Bolsonaro queria indicar para o cargo de diretor da PF no Rio alguém de confiança que pudesse adiantar informações. Na ocasião, a indicação do delegado Alexandre Ramagem chegou a ser suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
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