PSD diz que Castro tentou ‘burlar’ eleições diretas para governo do RJ e pede manifestação do TSE
O PSD oficializou ao governador em exercício do Rio de Janeiro, o presidente do Tribunal de Justiça do RJ e desembargador Ricardo Couto, solicitando que um esclarecimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os efeitos da decisão de cassação do ex-governador Cláudio Castro, antes da continuidade das eleições indiretas, pela Assembleia Legislativa (Alerj).
Cláudio Castro foi acusado pelo TSE na terça-feira (24) de abuso de poder, ficando inelegível até 2030. Castro, porém, renunciou ao cargo ainda na segunda-feira (23), antes do julgamento.
O ofício solicitado por Ricardo Couto ao TSE busca esclarecer se houve uma possível tentativa de fraude por parte de Castro, com a renúncia, para que a votação direta não acontecesse. “A renúncia de Cláudio Bomfim de Castro e Silva, caracteriza, em tese, uma tentativa de burla à hipótese de eleições diretas“, segundo documento do PSD direcionado ao governador interino do RJ.
Em coletiva nesta quarta-feira (25), Couto afirmou que, no caso do Rio, a saída do governador aconteceu por renúncia, portanto, uma vacância não eleitoral. O que caracteriza uma eleição indireta decidida pela Alerj.
Ele disse também que com a cassação do mandato de Castro a eleição passa a ser direta, segundo consta na legislação eleitoral.
Cláudio Castro inelegível até 2030
Por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral decidiu, nesta terça-feira (24), condenar o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico na campanha à reeleição, em 2022. O ex-governador afirmou que irá apresentar recurso contra a decisão.
Com o resultado, Castro ficará inelegível por oito anos, a contar do pleito de 2022. Dessa forma, ele deve ficar impedido de disputar eleições até 2030.Na segunda-feira (23), Castro renunciou ao mandato e anunciou que é pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro.
Cláudio Castro recebe decisão com ‘inconformismo’
O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro disse nesta terça-feira (24) “receber com grande inconformismo” a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível por oito anos. Por meio de publicação no X (ex-Twitter), o ex-chefe do Executivo fluminense afirmou que irá recorrer “e lutar até a última instância” para “reestabelecer” o que ele considera “um desfecho justo para o caso”.
“Tenho plena convicção de que sempre governei o Rio de Janeiro dentro da legalidade, com responsabilidade e absoluto compromisso com a população”, escreveu Castro.
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