Rompimento entre Motta e Lindbergh não pode ser chamado de crise com o governo, diz Guimarães
Na última segunda-feira (24), o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), declarou que o “rompimento” entre Hugo Motta (Republicanos-PB) e o líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ), não se configura como uma crise do presidente da Casa com o governo do presidente Lula.
“A crise que é propagada entre o presidente da Câmara dos Deputados e o líder do PT não pode ser caracterizada como uma crise do governo e o presidente Hugo Mota. Fizemos uma disputa acirrada na votação do PL Antifacçao. Agora é sentar e discutir as prioridades do fim do ano”, escreveu Guimarães, em publicação no X.
O líder do governo ainda afirmou que está “empenhado em dialogar com o presidente Hugo Mota e buscarmos o caminho do meio para as votações de interesse do governo até o final do ano”.
A crise que é propagada entre o Presidente da câmara dos deputados e o líder do PT não pode ser caracterizada como uma crise do governo e o presidente Hugo Mota. Fizemos uma disputa acirrada na votação do PL antifacçao. Agora é sentar e discutir as prioridades do fim do ano…..
— José Guimarães (@guimaraes13PT) November 25, 2025
…. como líder do governo estou empenhado em dialogarmos com o presidente Hugo Mota e buscarmos o caminho do meio para as votações de interesse do governo até o final do ano.
— José Guimarães (@guimaraes13PT) November 25, 2025
Após Motta romper com Lindbergh e dizer “não ter interesse em nenhuma relação”, o líder do PT respondeu às declarações e afirmou que o presidente da Casa tem agido de forma reservada e equivocada na tramitação de projetos legislativos.
“Considero imatura a posição do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Política não se faz como clube de amigos. Minhas posições políticas são transparentes e previsíveis”, argumentou Lindbergh.
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A ruptura ocorre em um cenário de tensão elevada após a aprovação do PL Antifacção. O texto relatado por Guilherme Derrite (PP-SP) foi alvo de críticas públicas do presidente Lula, que acusou o projeto de enfraquecer o combate ao crime organizado ao retirar competências da Polícia Federal.
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