Senado aprova MP que acaba com ‘taxa das blusinhas’
O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (3) a medida provisória (MP) que coloca fim no imposto de 20% sobre compras internacionais de US$ 50, conhecido como “taxa das blusinhas”. O texto segue para sanção presidencial.
Assim como na Câmara dos Deputados, o Senado aprovou a MP por meio de votação simbólica.
Na quarta-feira (2), a Comissão Mista do Congresso Nacional que analisa a MP já tinha dado aval ao texto. Ao defender a aprovação da proposta, a relatora da medida provisória, a senadora Leila Barros (PDT-DF), citou a isenção de tributos federais para brasileiros que se deslocam ao exterior e podem adquirir até US$ 1 mil em compras sem impostos.
“Há uma clara assimetria entre o tratamento das compras internacionais feitas pelos mais ricos e aquelas realizadas pelas famílias mais carentes. Tributar pesadamente essa remessa, ao mesmo tempo em que se preserva a generosa isenção de bagagem, equivale a proteger o consumo do mais rico e onerar o do mais pobre”, justificou.
A senadora também incluiu na MP uma avaliação periódica, a ser feita pelo Ministério da Fazenda, para analisar os efeitos econômicos da isenção proposta.
“A senadora Leila fez a alteração para atender a uma preocupação apresentada pelo setor produtivo e busca garantir dados e transparência para acompanhar os efeitos da política”, informou a assessoria da relatora.
A Fazenda deverá apresentar um primeiro relatório em novembro, com novas avaliações a cada seis meses, com informações de indicadores como emprego e renda, competitividade nacional e arrecadação.
A avaliação periódica da política de isenção dessas importações deve ainda ser acompanhada por setores empresariais de têxteis e vestuário; calçados; acessórios; brinquedos e cosméticos.
O regime de tributação diferenciado para essas compras ainda terá que passar por avaliação anual do Congresso Nacional. A MP da taxa das blusinhas sofre oposição de setores empresariais nacionais que alegam “concorrência desleal” por parte de empresas estrangeiras, em especial, da China.
Já o governo argumenta que a medida favorece o consumo popular e contribui para formalizar essas operações, reduzindo a informalidade e a evasão fiscal.
Fiscalização
O relatório da senadora Leila adicionou novas obrigações para plataformas digitais e operadores logísticos dessas importações para identificar e combater fraudes.
“Elas deverão garantir a rastreabilidade dos vendedores estrangeiros, monitorar padrões anormais de remessas, manter registros eletrônicos das operações e cooperar com a Receita Federal”, explicou a senadora.
Caso as empresas descumpram as regras de fiscalização, estão estabelecidas penalidades que vão desde a advertência até multa “proporcional às transações envolvendo produtos ilegais, suspensão temporária das atividades e, nos casos graves ou reiterados, proibição de operar no mercado nacional”.
Com informações de Agência Brasil
Assuntos
continue lendo
Política
Neta de Lionel Brizola, Juliana busca comandar o estado do Rio Grande do Sul pela primeira vez
Candidata iniciou sua caminhada nos cargos eletivos no pleito de 2008, quando se elegeu vereadora para a Câmara Municipal de Porto Alegre
- Conheça Luciano Zucco, candidato ao governo do estado do Rio Grande do Sul Fernando Keller · há 16 horas
- Zema e Caiado criticam ausência de Lula e Flávio Bolsonaro em novo debate Misael Mainetti · há 23 horas
- PT pede ao TSE investigação sobre Flávio e Eduardo por interferência estrangeira nas eleições Estadão Conteúdo · há 1 dia
- Candidatos à Presidência negam, mas devem apoiar Flávio no segundo turno Misael Mainetti · há 1 dia