DEM deixou Centrão em busca de mais autonomia e independência, diz líder do partido na Câmara
O deputado federal Efraim Filho, que também é líder do Democratas na Câmara dos Deputados, explicou a decisão da sigla de, junto ao MDB, deixar o Centrão. De acordo com ele, a escolha foi feita em busca de mais autonomia — já que, ao fazer parte de um bloco, o líder na Casa é geral. “Isso limita a atuação do partido em plenário. O DEM tomou a decisão de seguir rumo próprio para ter mais autonomia e independência para se posicionar em bandeiras que são do partido.”
Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, Efraim Filho explicou que, apesar da saída ser conjunta, isso não significa a criação de um novo grupo. “O DEM e o MDB se afastaram do Centrão para seguir rumos próprios, com bancadas autônomas. Apesar de sairmos juntos, em um movimento articulado, isso não significa a formação de um novo bloco”, esclareceu. Segundo ele, essa decisão também não tem nada a ver com as eleições para presidência da Câmara. “Ainda está muito prematuro para isso.”
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Efraim Filho disse que, no entanto, na prática a decisão muda pouco em relação ao posicionamento dos partidos. “A agenda de reformas continua sendo absoluta prioridade. O Democratas trata a reforma tributária como essencial, principalmente pós-pandemia em um cenário de recuperação econômica. A luta e a priorização das agendas reformistas estão no radar”, disse. Ele citou uma pauta que teve divergências: a votação do Fundeb, que aconteceu na última semana. Enquanto o tema tinha como relatora uma deputada do partido, a Professor Dorinha, o Centrão entrou com requerimento de retirada de pauta.
“Não teve bronca, briga ou confusão. É um reposicionamento em busca de autonomia. A pauta da segurança pública, por exemplo, não é um problema — estamos alinhados no ponto de vista de fortalecimento. Mas a questão do Fundeb teve resistência do governo, foi tratado como pauta secundária. Fora do Centrão a gente tem um pouco mais de dependência para votar agendas que a sigla se identifica e que pode não ser do governo. Buscamos liberdade para escolher as pautas que vão seguir”, finalizou.
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