Após resistências, Bia Kicis é eleita presidente da CCJ na Câmara
A deputada Bia Kicis (PSL) é, oficialmente, a nova da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. A eleição nesta quarta-feira, 10, da aliada do presidente Jair Bolsonaro acontece após alguns episódios de resistência para a nomeação da parlamentar. Partidos de Centro, assim como siglas da oposição, contestavam a indicação de Kicis, que é investigada no Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito dos atos antidemocráticos. Os parlamentares chegaram a incentivar candidaturas avulsas para concorrer ao comando da comissão, que é considerado o principal colegiado da Câmara e tem como responsabilidade avaliar a constitucionalidade dos projetos apresentados na Casa, o que ressalta a importância do cargo.
A oposição para a nomeação da parlamentar, assim como de deputados para outras comissões e a falta de acordo entre líderes, contribuiu, inclusive, para o adiamento das designações dos comandos na Câmara. Anteriormente, em entrevista à Jovem Pan, Bia Kicis garantiu que estava preparada para o comando da Comissão de Constituição e Justiça, negando que seu apoio a Bolsonaro iria atrapalhar na condução dos trabalhos. “Fui procuradora do Distrito Federal por 24 anos, sou uma pessoa da conversa. Como vice-presidente da CCJ por um ano conduzi muitas das sessões e conseguimos aprovar projetos importantes. Então acho que reúno as condições, tanto conhecimento jurídico quanto capacidade política, para conversar com os demais integrantes e dar um protagonismo para todos que fazem parte da comissão”, disse em 03 de fevereiro, quando já havia sido indicada ao cargo. Na ocasião, a deputada afirmou ainda contar “com o voto de todos os colegas”, o que, de fato, não aconteceu. Kicis conquistou nesta quarta-feira, 10, o voto de 41 membros da Comissão.
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