Parlamentares pedem investigação contra Gilmar por falas em julgamento sobre CPMI
Deputados federais e senadores pediram, junto à Procuradoria-Geral da República, uma investigação contra Gilmar Mendes após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) chamar as quebras de sigilo da CPMI do INSS de “abomináveis” e feitas com “falta de escrúpulo” em sessão plenária na quinta-feira (26) durante votação que decidiu por não prorrogar a comissão.
Segundo a notícia-crime apresentada, “o ministro noticiado afirmou, de forma reiterada e categórica, que membros de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) teriam praticado condutas criminosas relacionadas ao vazamento de informações sigilosas”.
A imputação dos deputados e senadores é por calúnia e difamação, além de abuso de linguagem e dos limites das prerrogativas funcionais. Segundo os parlamentares, as declarações foram “proferidas de maneira genérica, sem a devida individualização de condutas ou indicação de autoria” e sem material probatório suficiente. Por esta razão trata-se de uma acusação “pública de prática criminosa a um grupo determinado e identificável de agentes públicos”.
Os pedidos imputados contra o ministro são:
- A instauração de procedimento investigatório perante esta Procuradoria-Geral;
- A requisição de registros da sessão plenária;
- A adoção das medidas legais cabíveis, caso não apresentados elementos concretos
Fala de Gilmar Mendes
O ministro Gilmar Mendes criticou na quinta o episódio de vazamento de conversas do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e atribuiu responsabilidade do compartilhamento de dados à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). O magistrado deu declaração durante o julgamento que derrubou a prorrogação das atividades do colegiado, anteriormente determinada pelo ministro André Mendonça.
Durante a leitura de voto, Gilmar Mendes disse que o episódio foi “lamentável” e se consistiu em “um abuso de poder desmesurado”. O ministro também fez uma citação a Santo Agostinho ao criticar a postura do colegiado diante do tratamento dos dados de Vorcaro: “Eu posso muito, não posso tudo”.
O magistrado ainda acrescentou que, quando critica os “abusos das CPMIs”, não são direcionados à comissão “enquanto instituição”. “A histeria que às vezes se vê nessas cenas não condiz com a função de autoridade investigadora judicial. Não pode ser assim. Como não pode, e eu reitero, a autoridade que tem acesso a um documento que quebra sigilo na condição de juiz, compartilhar como se fez com esse link”, declarou Gilmar Mendes.
Assuntos
continue lendo
Política
Tour de Flávio com mulheres pelo país busca atrair eleitorado feminino
Estratégia é diminuir resistência das mulheres ao senador, após briga pública com Michelle Bolsonaro
- Motta corrobora discurso de Lula e defende reciprocidade após tarifas dos EUA Estadão Conteúdo · há 2 meses
- Entenda a Lei de Reciprocidade, que o Brasil pode adotar contra os EUA Agência Brasil · há 2 meses
- Moraes assume presidência do STF nesta sexta Estadão Conteúdo · há 2 meses
- Flávio culpa Lula por tarifaço dos EUA: ‘Cavou o pênalti contra o povo brasileiro’ Jovem Pan · há 2 meses